
Não se tratava de nenhuma convenção partidária. Algumas das principais autoridades da República reuniram-se em São Paulo para uma experiência sublime: ouvir um seleto repertório com o que há de mais nobre na poesia brasileira e na música clássica universal. Esse encontro se dá em “O pianista e o poeta”, recital que une pela primeira vez o maestro João Carlos Martins e o escritor e educador Gabriel Chalita.
Dirigido com sensibilidade por Jorge Takla, o espetáculo fez, na noite da última sexta-feira (26), sua primeira – e aguardada – apresentação na cidade de São Paulo. A sessão, restrita a convidados, levou ao MASP Auditório nomes importantes da política nacional e das artes do país, reunidos ali pelo casal de empresários e promoters Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, foi acompanhado pela mulher, Lu Alckmin. O ex-ministro da Fazenda do governo Lula e agora pré-candidato pelo PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, também prestigiou a noite na companhia da mulher, Ana Estela. A sessão contou ainda com o deputado estadual Eduardo Suplicy, acompanhado também pela esposa, Mônica Dallari, e com o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que chegou ao local cercado por seguranças.
A classe artística foi, por sua vez, muito bem representada pela novelista e dramaturga Maria Adelaide Amaral, pelo diretor José Possi Neto e pelos atores Bruna Lombardi, Alessandra Maestrini e Marcos Pitombo. E o PIB brasileiro não ficou atrás. A apresentação foi prestigiada pelo empresário Luiz Osvaldo Pastore e por Regina Moraes, filha de Antônio Ermírio de Moraes (1928-2014), responsável por projetar em âmbito nacional o Grupo Votorantin, do qual foi presidente.
Ali, as ideologias políticas foram deixadas temporariamente de lado em prol da experiência artística. E todos foram tocados pelo tanto de beleza que ouviam, fosse através do piano do maestro ou pelas falas de Chalita, que recitou versos de Manoel de Barros (1916-2014), Cecília Meireles (1901-1964), João Cabral de Melo Neto (1920-1999) e de Adélia Prado.
O espetáculo, patrocinado pelo grupo JBS, iniciou sua turnê, em março, pelo Teatro Amazonas e já foi aclamado em capitais como o Rio de Janeiro, onde arrebatou, como você viu aqui, grandes nomes da Cultura como a atriz Fernanda Montenegro.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Giovanni Albino (imagens)





















