A literatura brasileira está de luto. Morreu na madrugada deste sábado (27), no Rio de Janeiro., o poeta e ensaísta Alexei Bueno, um dos principais nomes da poesia contemporânea no país. Alexei tinha 63 anos, completados na última sexta-feira (26), e estava hospitalizado desde terça (23), em razão do avanço de um câncer. Não há ainda informações a respeito do velório e onde será o sepultamento.
Nascido no dia 26 de abril de 1963, Alexei escreveu mais de 40 obras, entre poesia e prosa, além organizar antologias e as obras reunidas de importantes nomes como Vinicius de Moares e o poeta português Mário de Sá Carneiro. Recebeu importantes prêmios como o Jabuti, APCA, Fernando Pessoa e o Alphonsus Guimaraens, da Biblioteca Nacional.
Sua obra mais recente é “A chave quebrada” (Anadiômene), lançada em maio deste ano. A noite de autógrafos, no Rio de Janeiro, reuniu figuras ilustres como os escritores Antonio Carlos Secchin e Godofredo de Oliveira Neto, ambos da Academia Brasileira de Letras (ABL), numa demonstração do quão admirado era o poeta entre seus pares.
Sua estreia na literatura se dá em 1984, com a coletânea de poemas “As escadas da Torre”. A esta obra, seguram-se “Poemas gregos”, lançados naquele mesmo ano, e “Livro de haikais”, de 1989.
Tendo dedicado à poesia 23 livros, sua obra poética foi reunida em diferentes momentos, sendo a edição mais completa a que foi lançada em 2023, sob o título de “Poesia completa e traduzida”. A esta edição seguiu-se “Camões, além do desconcerto” (2024), que trazia um longo poema de inspiração camoniana e um ensaio sobre o poeta português, de cuja obra Alexei era admirador.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto), divulgação (alto) e Cristina Granato (imagem matéria)






