‘Um fenômeno matemático’

julho 28, 2026

Carlinhos Brown, Marisa Monte e Arnaldo Antunes falam sobre documentário com os Tribalistas que será exibido em festival

Os bastidores de um dos grupos mais emblemáticos da música brasileira vão ganhar as telas. O documentário “Tribalistas – O baú da hora fértil”, dirigido por Dora Jobim, mergulha no processo criativo de Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes, revelando imagens inéditas da criação dos dois álbuns do trio e da relação construída entre os artistas ao longo dos anos.

— O entusiasmo na troca de ideias, a liberdade, a confiança entre Marisa, Arnaldo e Carlinhos mais a facilidade que eles têm para começar uma nova canção sempre foram muito impressionantes pra mim, desde a gravação do primeiro disco dos Tribalistas. O filme é isso, um passeio por esse universo íntimo, generoso e fértil dos três quando se juntam — resume Dora Jobim.

O longa terá pré-estreia para convidados na próxima segunda-feira (03), durante o 4º Curta! Festival no Rio de Janeiro. Depois da exibição no evento, o documentário seguirá pelo circuito de festivais nacionais e internacionais antes de chegar ao Canal Curta no primeiro semestre de 2027.

Para Marisa Monte, o documentário também revela a essência da parceria construída entre os três artistas.

— Tribalistas é um fenômeno matemático, em que a soma ultrapassa a grandeza de cada uma das partes. Meu encontro com Carlinhos e Arnaldo foi decisivo na formação da minha identidade criativa. Eles fazem parte da artista que me tornei e, sem a presença de ambos, seria impossível imaginar a minha trajetória — diz a cantora.

Já Carlinhos Brown destaca que o filme registra a origem da conexão que deu vida ao grupo:

— No documentário, não vamos encontrar tudo do que somos ali, na gênese do que fazemos, mas momentos importantes que nos criaram e que fizeram de nossa história um encontro eterno de três pessoas que se amam, se respeitam e se dedicam diariamente à música, com um propósito bonito de realizar coisas boas no mundo.

Segundo Arnaldo Antunes, a produção consegue capturar a sinergia do trio, como ele arremata:

— Seja por química ou destino, nossa parceria segue através dos anos gerando a mesma energia luminosa dos primeiros encontros. Um tanto dessa história está neste documentário, tão bem alinhavado pelo talento de Dora Jobim, que soube revelar nossa intimidade criativa e afetiva da forma mais genuína e empolgante.

Créditos: Bruno Nunes (texto) e frame filme (imagem)

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