Ele nasceu na divisa entre Minas Gerais e Goiás. Mais exatamente em Itumbiara, a 120km de Goiânia. E, aos 39 anos, chegou aonde sonhava e talvez não imaginasse ser possível. Paulo Ricardo Campos está em Copenhague, Dinamarca, onde participa da Semana de Moda daquela capital. Ali, no entorno do Palácio de Rosenborg, vai apresentar uma instalação na qual utiliza a mesma técnica com que pintou a Rainha Elizabeth II em 2022.
— Trabalho com desejo. É vibração alta e não escassez, que é o colapso vibratório. A felicidade pode ser medida em 400 hertz, a gratidão tem 600. Eu vibro em 1000 – entusiasma-se.
Descendente de indígenas, Campos tem na avó materna uma sacerdotisa a quem recorre sempre que precisa tomar uma decisão importante. A conexão entre corpo e espírito, matéria e a Natureza permeia a maneira como ele vê o mundo, como conta:
— Temos 97% da matéria das estrelas, por isso digo que somos seres celestiais.
E, na hora de avaliar seu dom artístico e mensurar a própria arte, ele recorre a outra esfera: a da poesia…
— São fagulhas de luz, lampejos do brilho dos olhos – arremata.
Então, como reza a canção, “brilhar, brilhar, acontecer, brilhar”…






