Celebração à altura

agosto 5, 2026

"O agente secreto", de Kléber Mendonça Filho, foi um dos vencedores do Prêmio Grande Otelo, no Rio de Janeiro

Kleber Mendonça Filho tem mais um belo motivo para comemorar. “O agente secreto” abocanhou mais quatro prêmios num total agora de 105 (isso mesmo). O longa foi um dos vencedores do Prêmio Grande Otelo, onde levou a estatueta de Melhor Longa-Metragem de Ficção empatando com “Manas”, de Marianna Brennand. A premiação chegou à sua 25ª edição em cerimônia que homenageou Luiz Carlos Barreto (1928–2026) e reuniu, na noite da última terça-feira (04), astros do segmento no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. 

O longa de Marianna conquistou ainda os prêmios de Direção, Roteiro Original, Montagem e Atriz Coadjuvante para Dira Paes, que se tornou a atriz mais premiada da história do Grande Otelo. Já “O agente secreto”, que liderava a disputa com 18 indicações, levou os troféus nas categorias de Direção de Fotografia, Direção de Arte e Efeitos Visuais.

Se esses dois longas fizeram história, “Homem com H” saiu da cerimônia como o filme mais premiado da edição. A cinebiografia de Ney Matogrosso, dirigida por Esmir Filho, conquistou seis troféus, como Melhor Filme pelo Voto Popular e Melhor Ator para Jesuíta Barbosa. Ney, inclusive, foi a grande atração do evento e emocionou a plateia com a interpretação de “O tempo não para”, de Cazuza (1958–1990). 

A diversidade da produção nacional também apareceu entre os demais vencedores. Denise Weinberg recebeu o prêmio de Melhor Atriz por “O último azul”, enquanto Rodrigo Santoro foi eleito Melhor Ator Coadjuvante pelo mesmo longa.

Nas séries, Johnny Massaro venceu como Melhor Ator por “Máscaras de oxigênio não cairão automaticamente”, e Alice Carvalho, por “Cangaço novo”. “Apocalipse nos Trópicos”, de Petra Costa, foi eleito o Melhor Documentário, e “Velhos bandidos”, de Claudio Torres, venceu como Melhor Comédia.

O evento reuniu artistas no tradicional tapete vermelho. Entre os que passaram por lá, Camila Pitanga, Ary Fontoura, Bárbara Paz, Camila Queiroz, Xamã e Isabel Fillardis. Marcos Didonet, Walkiria Barbosa e Ilda Santiago, realizadores do Festival do Rio, também marcaram presença na premiação, apresentada por Marieta Severo e Sílvia Buarque. 

A cerimônia também destacou a pluralidade do audiovisual brasileiro, com espaço para produções indígenas, periféricas, negras e LGBTQIAPN+, além de celebrar diferentes gerações de cineastas e profissionais que seguem ampliando os horizontes do cinema nacional. 

Créditos: Bruno Nunes (texto) e Cristina Granato (imagens)

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