‘Me sinto feliz fazendo escolhas’

julho 24, 2026

Bryan Behr fala do novo álbum, o primeiro independente, e sobre conquistas, novos rumos, o boom de um hit e do reconhecimento pelo Grammy Latino

Com uma indicação ao Grammy Latino no currículo e o marco astronômico de bilhões de reproduções de “A vida é boa com você”, Bryan Behr consolidou sua assinatura no pop brasileiro com uma sensibilidade rara. Voz de uma geração que busca afeto e verdade nas canções, o cantor e compositor constrói um universo poético onde cada detalhe — da primeira letra ao arranjo final — carrega o seu tom mais genuíno. Agora, o artista dá um dos passos mais corajosos de sua carreira: a independência. Bryan deixa para trás a estrutura de uma grande gravadora e assume a própria produção. Com isso, abraça a liberdade criativa de criar sem prazos impostos ou amarras do mercado. O resultado deste novo capítulo da história do cantor poderá ser conferido muito em breve: “Bela Vista, 133” chega às plataformas digitais na próxima quinta-feira (30). Em entrevista ao NEW MAG, Bryan reflete sobre a experiência de encontrar toda uma nova sonoridade ao lado do amigo Flavio Ferrari. O cantor também relembra o impacto de ver sua canção viralizar e celebra a parceria de vida com a poeta Anna Lucia Maestri.

“Bela Vista, 133” marca o seu primeiro lançamento totalmente independente após uma trajetória de sucesso na Universal Music. Como foi a decisão de sair da zona de conforto de uma grande gravadora e o que muda na prática para você, artisticamente, com esse novo modelo?

Trabalhar com música é o mesmo de nunca estar em uma zona de conforto, tanto dentro quanto fora de uma gravadora. No momento me sinto mais feliz fazendo as escolhas de repertório, criando arranjos, escrevendo, podendo contar com mais amigos para trabalhar junto, como aconteceu no “Bela Vista, 133”. 

O álbum nasceu de um processo sem pressa e sem prazos. Como essa liberdade de tempo influenciou a sonoridade de “Noturno” e das outras faixas do projeto?

Esse tempo deu para a gente muitas experimentações. Foram produzidas algumas versões de “Noturno” até a gente chegar na sonoridade que queria. E tem música no álbum que levou pouquíssimo tempo pra arranjar. Produzi junto com Flavio Ferrari, que é um grande amigo, o que tornou tudo muito fácil e leve. Éramos dois amigos nos divertindo fazendo música. É o que a gente mais ama.  

E como tem sido para você assumir as rédeas da produção musical?

Parece que quando se cria uma música, se cria também uma ideia. E essa ideia precisa aparecer na letra, no arranjo, no clipe, em toda a comunicação. E eu amo poder fazer parte de todas as etapas. Não como uma forma de controle, mas uma forma de ser fiel ao que quero dizer para o mundo. 

O seu hit “A vida é boa com você” se tornou um fenômeno, acumulando marcas impressionantes com mais de 2 bilhões de reproduções nas redes sociais. Como foi ver uma composição tomar essa proporção e viralizar? O que mudou do Bryan de antes para depois do hit?

A gente sente escapar da mão, já não é mais nosso, e é bom demais. Quando acontece, a gente tenta se manter o mesmo enquanto tudo ao nosso redor parece mudar. 

Com menos de 30 anos, você já conquistou uma indicação ao Grammy Latino. Qual o peso desse reconhecimento internacional na sua vida?

Fiquei muito feliz, a gente foi indicado na categoria Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa, com um álbum ao vivo, gravado em um dos primeiros shows que fiz na vida. Foi muito simbólico pra mim e para todo mundo que participou desse projeto.

Você chegou a gravar músicas com Duda Beat e Calum Scott. Com quais artistas da cena atual você sente vontade de gravar?

Jota.Pê é um artista ímpar que seria uma honra ter em uma faixa junto. Tenho ouvido muito Lagum também, banda que acompanho há anos. Nando Reis sempre estará nessa resposta (risos). 

A escritora Anna Lucia Maestri já contou com a sua colaboração em um trabalho dela. Ela também já colaborou com alguma de suas composições?

Anna assina algumas composições do “Bela Vista, 133”. A gente ama escrever juntos. Ela tem uma sensibilidade única. Além de ser o amor da minha vida.

Créditos: Bruno Nunes (texto) e reprodução / Instagram (imagem)

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