‘É um presente’

julho 11, 2026

Joanna prepara-se para festejar 50 anos de carreira em combo luxuoso que inclui livro, filme e show

Era o ano de 1979. A voz delicada e ao mesmo tempo coesa de uma cantora estreante começava a ganhar vulto nas rádios do país. Joanna fazia naquele ano sua estreia fonográfica com o LP “Nascente”, lançado pela RCA Victor (hoje BMG). Maria de Fátima Gomes Moreira tinha então 22 anos e, sob a alcunha de Joanna, (ou)viu seu timbre preciso, burilado nas boates da noite, chegar aos lares impulsionado por “Descaminhos”. A parceria com a letrista Sarah Benchimol fez mais do que abrir o álbum de estreia da artista: pavimentou caminhos que levariam-na a ter, na década seguinte, lugar cativo nas rádios – e no coração do público.

Com “Nascente”, Joanna começava a trilhar uma carreira que, em 2029, completará cinco décadas. Isso mesmo. A efeméride merece uma celebração e, embora a data pareça distante, os preparativos já começaram. E envolvem um livro, um documentário e, claro, um espetáculo a ser elaborado especialmente para a ocasião.

— A ideia é a de celebrar meus 50 anos de carreira dessas três formas. Não sei se todas elas ficarão prontas num mesmo momento, mas os planos são para que fiquem.  Talvez uma aconteça antes da outra, o que pode fazer com que a festa seja antecipada ou prorrogada. Vamos ver – revela Joanna com exclusividade ao NEW MAG.

A cantora conferiu, no início de junho e no Rio de Janeiro, a estreia de “Poemas”. Joanna prestigiava o escritor Gabriel Chalita, seu amigo e autor da dramaturgia, interpretada de forma tocante por André Torquato e Marcos Pitombo. Chalita está na mira da intérprete para as celebrações.

— Joanna ficou muito sensibilizada com o espetáculo em que homenageei a Bibi Ferreira (“O céu de Bibi Ferreira”) e disse que queria ter o meu olhar num novo show – pontua  Chalita, destacando a importância da artista na cena musical: — Joanna celebrizou-se como uma cantora romântica, mas tem outras vertentes que merecem ser celebradas.

E serão. E vão ocupar, tal e qual o amor cantado por ela em “Estranhas maneiras”, diferentes espaços. Um deles o de um livro. A iniciativa partiu de uma instituição cultural cujo nome será preservado em razão de não haver ainda um contrato firmado entre as partes. Os planos são os de a edição contemplar de forma abrangente a trajetória da homenageada.

— A ideia é a de não somente fazer uma biografia, mas um livro com imagens de momentos diferentes das minhas trajetórias pessoal e artística. É um presente que querem me dar  – arremata.

Um presente justo àquela que tem uma das mais importantes vozes femininas da cena musical brasileira. Joanna merece – e muito.

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e divulgação (imagens)

Joanna na época do lançamento de “Nascente”, LP que a colocou no panteão das grandes vozes da música

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