Para nunca esquecer

julho 10, 2026

Personalidades prestigiam documentário que investiga os impactos da pandemia de Covid-19 no Brasil

Depois de celebrar a trajetória de uma das maiores vozes da música brasileira em “Meu nome é Gal”,  Dandara Ferreira volta aos cinemas com uma proposta corajosa. Em “Anatomia do caos”, a cineasta  joga luz sobre o negacionismo e a inoperância na gestão do então presidente Jair Bolsonaro em relação às crises humanitárias e sanitárias relacionadas à Covid-19, cuja pandemia parou o país e o mundo em 2020.

O documentário foi exibido, na noite da última quinta-feira (09),  no Estação Claro Rio, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro,e foi prestigiado por personalidades como o também documentarista João Moreira Salles.  Após a exibição, a diretora participou de debate ao lado da pneumologista Margareth Dalcolmo,  uma das principais vozes da divulgação científica durante a pandemia, e de Maria Edinalva, da Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19 (AVICO-RJ).

Durante a conversa, Margareth relembrou o início de seu trabalho de orientação à população, em março de 2020, e afirmou que o número real de mortos pela Covid-19 no Brasil pode ser até três vezes maior do que o registrado oficialmente. A pandemia deixou mais de 700 mil mortos no país.

Mais do que reconstruir os fatos, “Anatomia do caos” propõe uma reflexão sobre memória, responsabilidade e justiça. Com distribuição da Descoloniza Filmes, o filme aborda a defesa de tratamentos sem comprovação científica, as suspeitas de corrupção envolvendo a compra de vacinas e as consequências dessas decisões para a população brasileira, além de trazer entrevistas com parlamentares que participaram da CPI da Covid.

Créditos: Bruno Nunes (texto) e Anete (imagens)

Edmilson Barros, Rodrigo Lelis, Dandara Ferreira, Luis Lobianco e Caio Scott
Maria Edinalva, Dandara Ferreira e Margareth Dalcolmo

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