Ela chegou sozinha, discretamente e nada dela. Mas claro que catalisou todas as atenções uma vez que se tratava der uma das mais importantes atrizes brasileiras. E logo que adentrou a livraria, Fernanda Montenegro foi prontamente levada a abraçar Joaquim Falcão, seu confrade na Academia Brasileira de Letras (ABL). Fernandona foi festejadíssima pelo colega de fardão, que, na noite da última segunda-feira (04), lotou a Livraria da Travessa com o lançamento de “A oligarquia dos Poderes – E a crise da democracia” (História Real).
O lançamento foi prestigiado também por outros imortais como o jornalista Merval Pereira, presidente da instituição, a ensaísta e pensadora Rosiska Darcy de Oliveira, o economista Edmar Bacha, um dos pais do Plano Real, e o advogado e escritor José Roberto de Castro Neves.
Neves aliás, declinou da deferência concedida aos 60+ e não quis furar a longa fila formada ali. “Depois pego meu autógrafo”, justificou antes de deixar o local.
Outro que recusou a oferta foi Ancelmo Góis. O colunista de O Globo encarou a fila – e por dever do ofício. O veterano jornalista aproveitou para abordar personagens ilustres e, danado que é, cavar aquela notícia em primeiríssima mão. Bravo!
E a fila era mesmo para os fortes. Num dado momento, Falcão foi aconselhado pela mulher a papar um pouco, mas ele olhou para o tanto de amigos e admiradores que ali estavam, respirou fundo e seguiu com os jamegões. O tal do prestígio cobra seu preço, não é mesmo?
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Ari Kaye (imagens)









