Bruna Marquezine falou sobre um tema que a acompanha desde o início da carreira: a insegurança. Em entrevista, a atriz refletiu sobre momentos de dúvida, o processo de autoconhecimento e as mudanças na forma como lida consigo mesma ao longo de sua trajetória pessoal e profissional.
— Me sinto inspirada e, a partir disso, eu posso inspirar outras mulheres — afirmou a atriz a Bárbara Brito, presidente do Jantar Preto, em evento, na última segunda-feira (22) em São Paulo.
Ao abordar a pressão externa e o processo de autoconhecimento, Bruna refletiu sobre a construção dessa percepção ao longo da vida.
— A gente aprende errando e caminhando, fazendo escolhas equivocadas, repensando, fazendo um trabalho importante de olhar para si e de autoconhecimento. Essa pressão externa não é exclusividade minha ou do meu ofício — disse ela, que analisou: — Todas as mulheres sofrem com ela de alguma forma. Ela impacta as nossas escolhas e as nossas vidas. É inevitável. É um processo que a gente vai conquistando frequentemente. Perde e encontra de novo. O principal é olhar para si e se acolher.
Ao falar sobre a chamada síndrome da impostora, Bruna explicou que a sensação não desaparece completamente, mas faz parte de um processo constante de amadurecimento.
— Essa é uma chave que fica e a gente vai virando. Mesmo com tudo o que a gente conquistou e com o que o movimento feminista já avançou, a sociedade ainda impõe isso — refletiu.
Na sequência, Bárbara quis saber qual palavra ou frase Bruna costuma repetir para si quando a insegurança surge. A resposta veio de forma direta:
— O que eu falo para mim mesma é: fé. O contrário de amor não é ódio, é medo. Quando me sinto assim, normalmente tem uma raiz ali no medo. Tenha fé. Acredita.
Créditos: Bruno Nunes (texto) e divulgação (imagens)






