O timbre está mais burilado, encorpado, mas continua vigoroso e preciso. Como naquele 1999, quando a voz rascante e potente de Ana Carolina começou a ganhar o país. A música em questão, “Garganta”, de Totonho Vilheroy, era tão sedutora quanto, e não demoraria para os ouvintes querem saber mais sobre aquela intérprete. O tempo, esse “Senhor tão bonito”, só fez bem à artista, hoje não somente um dos nomes mais representativos da sua geração como uma das mais talentosas cantoras brasileiras da atualidade.
A cantora e compositora voltou à estrada para celebrar seus 25 anos de carreira. A turnê 25 Anas já foi aplaudia por mais de 100 mil espectadores desde sua estreia, em setembro de 2025, no Rio de Janeiro. Ana prepara-se para voltar, em julho, à cidade onde a turnê começou. E fala ao NEW MAG da força do seu cancioneiro e da dimensão alcançada por suas músicas a partir do momento em que o público se apropria delas.
— Algumas canções nasceram de um momento muito específico meu. E depois ganharam outros sentidos, outras histórias, viraram trilha sonora de muita gente. Olhar hoje para esses 25 anos é sentir uma gratidão enorme por tudo o que foi construído – pontua a artista que dividiu o roteiro da apresentação em cinco movimentos, ou atos como numa ópera.
E o que foi construído não é pouca cosia. Os temas românticos do seu cancioneiro levaram-na, no início do novo milênio, à liderança entre os artistas mais ouvidos nas rádios brasileiras. Os tempos são outros, é vero, mas a solidez do legado da artista é inabalável.
O artista brasileiro tem hoje nos shows sua principal fonte de renda. Ana não está alheia a isso e quer deixar, não a rua, mas a música leva-la. E a artista tem um reencontro com os fãs cariocas no dia 26 de julho. Ela participa, na ocasião, do Festival de Inverno. A possibilidade de trazer a turnê a um evento a céu aberto será mais vantajosa para o público, uma vez que, numa casa de espetáculos, o número de ingressos é mais limitado.
— Eu acho muito bonito quando a música cria esse espaço de convivência entre artistas, públicos e gerações diferentes. As pessoas chegam por caminhos diferentes e, de repente, estão todas vivendo uma experiência coletiva – arremata.
Nascida em Juiz de Fora (MG), Ana pode até ter vindo parar na Cidade Maravilhosa “por força das circunstâncias”, mas foi aqui que ela fixou residência e que tem, entre os moradores locais, um quinhão representativo da sai imensa legião de fãs.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Pedro Dimitrow (imagem)





