A morte de Robson Barros, o eterno paquito Rob, aos 57 anos, despertou uma onda de homenagens entre amigos e fãs que acompanharam a fase de ouro do “Xou da Xuxa”. Integrante da primeira formação dos Paquitos, ele dividiu o palco com Marcello Faustini, Alexandre Canhoni, Cláudio Heinrich e Egon Junior, deixando lembranças que vão muito além da televisão.
Em entrevista exclusiva ao NEW MAG neste domingo (21), Marcello falou sobre o amigo e descreveu Robson como uma das figuras mais admiradas do grupo.
— Nessas horas vem tudo na cabeça. O Rob era um paquito querido não só pelos Paquitos, mas do grupo todo. Era o agregador, o pacificador, sempre alto astral, daquele jeito brincalhão. Nunca vi na vida alguém falar mal do Rob. Era adorado por todo mundo — conta Marcello.
Segundo o ator, Robson acabou deixando o programa pouco tempo depois da formação do grupo porque já tinha outros planos para a vida pessoal e profissional.
— Ele saiu muito cedo porque já era noivo e queria casar. Depois montou uma empresa de eventos enorme, responsável por grandes projetos como o Rio Open e o Brasil Open. Gostava muito mais dos bastidores do que das câmeras — afirma.
Mesmo longe da televisão, a amizade construída no início dos anos 1990 permaneceu intacta. Marcello lembra que as viagens, os encontros e a convivência se estenderam por décadas.
— O Rob vinha para o Rio e ficava no Leme, eu estava sempre no Leblon, a gente se encontrava muito. Eram os anos 1990, uma época fantástica. Vivemos a melhor fase da Xuxa, gravamos disco, fizemos shows pelo Brasil inteiro e também participamos do filme “Sonho de verão”.
Marcello revela que Robson seguia presente em sua vida até os últimos meses e que os encontros eram frequentes, especialmente durante o Rio Open, evento realizado pela empresa do amigo.
— A gente se encontrou no começo do ano. Sempre que ele vinha para o Rio por causa do torneio, a gente dava um jeito de se ver. Também vou muito a São Paulo e acabava passando por lá. É uma amizade que nunca acabou.
Ao recordar o período dos Paquitos, Marcello faz questão de destacar o ambiente vivido pelo grupo, diferente das histórias frequentemente associadas aos bastidores da televisão na época:
— A nossa fase foi uma época de ouro. Todo mundo era muito feliz e se divertia muito. Claro que existiam problemas, mas a gente viveu um período muito especial.
No fim da conversa, a emoção toma conta ao resumir quem era Robson Barros para quem conviveu de perto com ele.
— Ele era o irmão mais velho do grupo. Sempre para cima, alegre, divertido, contador de piadas. É um cara que vai deixar muita saudade porque fazia todo mundo se sentir bem quando estava por perto — completa.
Também procurado por NEW MAG, Claudio Heinrich, abalado com a partida do ex-colega, declarou: “No momento não tenho condições de falar”.
Créditos: Bruno Nunes (texto e entrevista) e reprodução / Instagram (imagens)






