Em uma das cenas de “Elogio da loucura”, Leona Cavalli fala de um chefe de Estado que usa do privilégio do cargo para favorecer a família e ir contra a Ciência, as Artes e a Democracia. “Vocês acham que é caco, né?”, indaga, reiterando que aquela fala fora escrita em 1508 por Erasmo de Rotterdam (1466-1536). A atriz é, então, merecidamente aplaudia. Tal reação calorosa poderia muito bem se repetir em outros momentos do espetáculo uma vez que Leona dá provas da excelente atriz que é.
Ela segue surpreendendo o público com o espetáculo, em cartaz pela primeira vez no Rio de Janeiro. A montagem, dirigida por Eduardo Figueiredo, adapta para o teatro a obra homônima e propõe uma leitura contemporânea sobre temas como poder, ética, empatia e os limites da própria condição humana.
A estreia carioca aconteceu na noite da última quinta-feira (28), no Centro Cultural Banco do Brasil. A sessão reuniu nomes da classe artística como Osmar Prado, Christine Fernandes, Claudio Tovar e Carla Marins, que atenderam ao convite dos empresários e promoters Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho.
Como antecipado aqui, Leona interpreta a própria Loucura num resultado arrojado e digno da atriz que ela é, dividindo o palco com o violoncelista Daniel Líbano e o percussionista César Lira em colaborações pontuais e assertivas como a do ring tone de chamada a cobrar reproduzido pelo cello.
O espetáculo foi indicado como Melhor Monólogo do País no Prêmio Cenym de Teatro de 2024 e recebeu três indicações no Prêmio FITA 2025, vencendo na categoria de Melhor Figurino.
Créditos: Christovam de Chevalier e Bruno Nunes (texto) e Eny Miranda / LGM Eventos (imagens)

















