A montagem estreia no dia 28 de maio, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Centro da cidade, em curta temporada. O texto tem dramaturgia assinada pela própria Leona e por Eduardo Figueiredo, que também dirige o espetáculo. Escrito entre o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna, o livro ganha uma leitura contemporânea no palco ao discutir temas que seguem até hoje.
— Em um momento com tantas adversidades e repleto de inversões de valores éticos, políticos e sociais, um momento onde o homem apresenta sérios sinais de retrocesso e barbárie, a obra de Erasmo de Rotterdam nos apresenta uma importante reflexão sobre civilidade e empatia nos dias atuais — diz Eduardo.
Na adaptação, Leona interpreta, como você viu aqui, a própria Loucura, personagem central da narrativa, conduzindo a história com ironia e sarcasmo.
— Sempre fui apaixonada por esse texto de Erasmo, inédito no teatro brasileiro, e incrivelmente atual, lúcido e necessário; por identificar a loucura como parte da condição humana, que, quando integrada, torna-se potência de transformação, arte e liberdade — afirma a atriz.
A montagem também aposta em música ao vivo executada por Daniel Líbano, no violoncelo, e César LiRa, na percussão, com uma trilha que transita entre o popular e o erudito.
O espetáculo, que conta com patrocínio do Banco do Brasil, acumula reconhecimento: foi indicado como Melhor Monólogo do País no Prêmio Cenym de Teatro de 2024 e recebeu três indicações no Prêmio FITA 2025, vencendo na categoria de Melhor Figurino.
Créditos: Bruno Nunes (texto) e Caio Lírio (imagem)





