Uma gravação inédita de Gal Costa (1945-2022). Mais do que isso: o registro da grande e saudosa cantora interpretando uma canção nunca antes gravada por ela. E de um dos mais importantes compositores da música brasileira surgidos nos anos 1990. Um áudio de Gal cantando “Mulher, eu sei”, de Chico César, chegará às plataformas nesta sexta (08). O single é o último dos que prenunciam o lançamento de “Gal Costa – Ao vivo no Teatro Castro Alves” (Biscoito Fino/MZA Music), álbum póstumo com o áudio de um show da artista realizado 23 anos atrás.
Lançada por Chico César no álbum que marca sua estreia fonográfica, “Aos vivos” (Velas, 1995), a canção não chegou a ser gravada por Gal. O single de “Mulher, eu sei” junta-se ao lançamento triplo ocorrido em abril e que trazia, como antecipado aqui, “Eu vim da Bahia”, de Gilberto Gil; “Azul”, de Djavan, e “Força estranha”, de Caetano Veloso.
O show, gravado no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), no dia 22 de maio de 2003, virá a público após minucioso trabalho de restauração realizado por Marco Mazzola, um dos mais respeitados produtores fonográficos do país. Na apresentação, realizada dentro do projeto “Vozes do Brasil”, Gal é acompanhada somente pelo violão de Luiz Meira.
— Era um sonho que eu tinha, fazer um espetáculo de voz e violão bem intimista, como se eu estivesse cantando para cada um de vocês, na casa de cada um – explica a cantora em uma das falas entremeadas às canções do show.
Caetano Veloso é o autor com mais interpretações no álbum. “Tigresa”, “Minha voz, minha vida”, “London, London” e “Coraçãozinho” estão entre os temas do baiano selecionados por Gal. “Vapor barato” (Jards Macalé/Waly Salomão), do histórico show “Fa-Tal – Gal a todo vapor” (1971), é outro tema presente no projeto.
O registro traz ainda clássicos de compositores fundamentais na formação musical da artista e interpretados por ela ao longo da sua trajetória artística. Entre os temas, “Camisa amarela” (Ary Barroso), “Chega de saudade” (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) e “Olha”, de Roberto e Erasmo Carlos (1941-2022).
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Mario Canivello (imagem)





