Como professora, ela fez as cabeças de gerações de alunos, alguns deles brilhando hoje em diferentes segmentos, das artes às finanças. Como musa, ela virou as cabeças de alguns dos mais brilhantes intelectuais brasileiros – e Fernando Sabino (1923-2004) e Tom Jobim (1927-1994) são dois deles. Lygia Marina de Sá Leitão Pires de Moraes, ou simplesmente Lygia Marina, é a mais perfeita personificação daquilo que Castro Alves (1847-1871) chamou de “musa libérrima, musa audaz”.
Pois esta musa completou oito décadas de vida. E a efeméride não poderia passar em brancas nuvens. E Lygia tratou de reunir os amigos – muitos deles de toda uma vida – na última segunda-feira (14). O local escolhido foi o Bar Lagoa, point de muitos dos que ali se encontraram.
O elenco reuniu figuras notáveis da boemia, da vida intelectual carioca e do bom jornalismo. Ronaldo Câmara, lenda da fotografia, lá esteve. Hugo Sukman, Rick Goodwin e Yacy Nunes, símbolos de um tempo em que o jornalismo era feito com brilhantismo, também lá estiveram.
E Lygia não era a única musa presente. O encontro contou também com viúvas de três grandes mestres das artes: Marcia Martins, última mulher de Ziraldo (1932-2024); Magda Botafogo, de Carlos Lyra (1933-2023), e Claudia Ahimsa, último amor do poeta Ferreira Gullar (1940-2016).
O aniversário era de Lygia, mas todos os presentes ganharam um mimo: uma fotobiografia idealizada por Claudia Pinheiro e realizada pela Dois Um Produções. Lygia é dessas. Uma musa que resplandece em nobreza e afeto.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Cristina Granato (imagens)










