Ele está radicado em São Paulo, mas é mineiro, natural de Montes Claros. E, como tal, é reservado, na dele. A discrição é quebrada pelo artista visual, expansivo e vibrante. Iuri Sarmento é, portanto, a personificação do “tímido espalhafatoso”, cunhado por Caetano Veloso em “Vaca profana”, canção imortalizada por Gal Costa (1945-2022). E esta dualidade ficou evidente na abertura de mostra no Rio de Janeiro.
“Fragmentos encantados” ocupa a Cássia Bomeny Galeria, em Ipanema, Zona Sul da cidade. E encantados ficaram aqueles que foram à a abertura, no fim de semana, naquele get togheter que a gente só vê no Rio de Janeiro, numa mistura entre artistas, colecionadores e demais galeristas.
O vaivém foi intenso e afetuoso. A cantriz Talma de Freitas fez questão de prestigiar o artista, de quem é amiga há tempos. Evangelina Seiler, a Vanvan, que o conhece dos tempos em que o artista morava na Bahia, lá esteve imbuída pelo mesmo gesto. E o mesmo vale para Renata Salgado, apreciadora do que há de melhor no segmento.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Cristina Granato (imagens)








