São 25 anos de dedicação ao seu ofício. São 25 anos de perseverança numa trajetória das mais sólidas dentre os artistas da sua geração. E Ana Holck olha para o que construiu e para novos caminhos. E ela aponta para estes novos rumos na sua mais recente mostra, aberta no Rio de Janeiro.
Na sua nova individual, “Imprevistos”, a artista visual apresenta obras inéditas em cerâmica e aço inox, incorporando pela primeira vez elementos de cor em sua produção escultórica.
“Imprevistos” foi inaugurada na noite da última quinta-feira (21), na galeria Maneco Müller: Multiplo, no Leblon, Zona Sul da cidade. A abertura foi prestigiada por talentos de diferentes gerações das artes visuais. Waltercio Caldas, Luiz Zerbini, Maria Klabin, Antonio Manuel e Cabelo estiveram entre os presentes.
Com cerca de 16 trabalhos produzidos este ano, a exposição, que tem curadoria de Daniela Labra, reúne esculturas nas quais são utilizados materiais como cerâmica, tubos de PVC e aço inox num resultado não somente harmônico como plasticamente fascinante.
— Utilizo mais a cor como um marcador de tempo e espaço. Tem um ritmo que está sendo dado por essas cores, que eu chamo de “não-cores”, pois não são tons fortes, são nuances de cor — explica a artista que leva às suas criações os ensinamentos trazidos pela arquitetura, curso através do qual se graduou.











