O ano era 2003. Gal Costa (1945-2022) tinha 58 anos. Seu esplendor vocal reluzia no álbum “Todas as coisas e eu”, no qual revisitava clássicos que forjaram a grande cantora que ela se tornaria. Gal teve também oportunidade de revisitar seu próprio repertório num show – e no formato violão e voz. Dividindo a cena com Luiz Meira, a cantora realizou apresentações, em pontos diferentes do país, dentro do projeto “Vozes do Brasil”.
Uma delas foi realizada em Salvador, cidade natal da artista. Gal e Meira uniram talentos na noite do dia 22 de maio daquele ano no Teatro Castro Alves. Um registro daquela noite vem a público 23 anos após a antológica apresentação.
“Gal Costa – Ao vivo no Teatro Castro Alves” (Biscoito Fino/MZA Music) chega às plataformas nesta sexta-feira (22) suprindo, enfim, a expectativa gerada nos fãs da cantora pelos singles que o precederam. O álbum é fruto, como antecipado aqui, do restauro do áudio original num trabalho minucioso realizado por Marco Mazzola, produtor fonográfico dos mais respeitados do país.
O lançamento é celebrado por Luiz Meira. Nascido em Florianópolis (SC), o violonista tinha 35 anos na ocasião e já havia tido o privilégio de acompanhar Gal em outras oportunidades.
— Já tínhamos tocado no Carnegie Hall, em Nova York, na Europa e em várias cidades do Brasil e da América Latina – rememora o músico, chamando atenção para a longevidade da parceria: — Tanto que fizemos, Gal e eu, shows de voz e violão por muitos anos, sempre com uma cumplicidade muito grande.
Voltar àquela noite reacende no artista recordações acerca do encontro e do quão bem recebido ele foi pelo público, como ele reconhece:
— Este show foi muito bem recebido: era muito bonito, delicado e intimista.
Bonito como o cantar daquela que trazia a vida na sua voz .
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Acervo pessoal (imagem)





