Olhar de colecionador

dezembro 16, 2024

Grandes nomes das artes reúnem-se em abertura de exposição com acervo de Luiz Buarque de Hollanda

Colecionar e selecionar obras de arte é um trabalho minucioso e importante para as artes plásticas brasileiras. Este foi o legado deixado pelo advogado Luiz Buarque de Hollanda (1939 – 1999), que criou um grande acervo ao longo de três décadas e ainda administrou uma galeria que levava o seu nome entre 1973 de 1978. Para celebrar isso, a exposição “Um olhar afetivo para a arte brasileira: Luiz Buarque de Hollanda” foi inaugurada no último sábado, na galeria Flexa, no Leblon, no Rio de Janeiro. 

A curadoria é de Felipe Scovino e a expografia da cineasta Daniela Thomas. Grandes nomes das artes foram à inauguração para conhecer parte deste acervo precioso, como Vik Muniz (foto), Adriana Varejão, César Oiticica Filho, além da atriz Guilhermina Guinle, os cineastas Sandra Kogut e Neville d’Almeida, a empresária Kati de Almeida Braga e a escritora Heloísa Teixeira, membro da Academia Brasileira de Letras. 

— O espaço que antes me pareceu imenso, da galeria de três andares, revelou-se exíguo quando me deparei pela primeira vez com a lista de obras da coleção de Luiz Buarque, selecionada por Felipe Scovino.  Logo me dei conta, por outro lado, que esta é a questão central para o colecionador: nunca há espaço suficiente para expor os itens da sua coleção, e mesmo assim, ele tenta — avalia Daniela Thomas. 

A exposição foi dividida em quatro partes, cada uma contemplando uma área de interesse do colecionador. São elas: “Paisagem: do encantamento à hostilidade”, “Aproximações improváveis: o retrato entre o social e o
libidinoso”, “Corpo partido” e “Linguagens construtivas e desdobramentos disruptivos”.

Crédito das imagens: Cristina Granato

MAIS LIDAS

Posts recentes

Encontro de notáveis

Salgado Maranhão reúne grandes nomes das Letras em lançamento de coletânea no Rio de Janeiro

Veio para ficar

Flora Camolese reúne talentos da sétima arte em cineclube e mostra que quem sai aos seus não degenera