O fruto não cai longe do pé. Assim reza o ditado. E Flora Camolese faz jus ao dito. A jovem demonstra ter herdado o talento dos pais, Cello Camolese e Zazá Piereck – donos dos dois restaurantes mais bem frequentados da cidade. E Flora floresce com ideias próprias. E uma delas é o CineManouche, através do qual, uma vez por mês, transforma em cineclube o Manouche, no subsolo da Casa Camolese, comandada por seu pai.
O evento, gratuito, tem atraído uma garotada antenada disposta a apreciar obras nada óbvias da sétima arte. As exibições são seguidas de bate-papos com aqueles que a realizaram. E, na noite da última quinta-feira (03), o encontro foi em torno de “Malu”, o tocante filme de Pedro Freire, que participou da conversa juntamente com o diretor de fotografia do longa, Mauro Pinheiro Jr.
E a tal garotada esperta supracitada abarrotou a casa. E alguns digníssimos representantes deste segmento são os irmãos Nikolas e Paulina Metsavaht, cujo sobrenome dispensa apresentações, e Felipe Fernandes, que, ainda que tenha enverado pela música, honra na sua dignidade os jornalistas Rodolfo (1962-2011) e Hélio Fernandes (1920-2021), seu pai e avô.
O Manouche é há muito o point daqueles que apreciam sem moderação boas performances musicais. E, com Flora na parada, tem tudo para ser também a casa do cinema brasileiro.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Cristina Granato (imagens)









