‘Estou mostrando outra parte de mim’

setembro 5, 2026

Rainer Cadete mostra facetas de cantor e compositor em show e fala do quão longeva é sua relação com a música

O ator o público conhece bem – e adora. Afinal, Rainer Cadete constrói com astúcia tipos ricos em minúcias. Alguns exemplos recentes são o Luigi, o gigolô que se passava por italiano em “Terra e paixão”, novela de Walcyr Carrasco, e atualmente o César de “Quem ama cuida”, na qual o ator vive um homem desconstruído e em sintonia com os tempos atuais. Pois Rainer Cadete vai mostrar outra de suas facetas: a de cantor e compositor.

O artista sobe ao palco do Blue Note São Paulo neste domingo (06), quando apresenta “Rainer Cadete – Em canção”. No show, ele elenca temas autorais a outros de compositores que admira. E, entre ensaios para a apresentação e o pique de gravações da novela, ele falou ao site sobre sua ligação com a música.

— A música sempre esteve presente na minha trajetória. E isso vem desde o primeiro palco em que pisei, ainda cantando na igreja – pontua o ator, que selecionou para o show temas de Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto, Moska e Maria Gadú, entre outros autores.

O canto não vem de hoje, como ele atesta, e foi sendo burilado em incursões por diferentes propostas e gêneros. Um deles são os musicais, como “Uma babá quase perfeita” (2024) e, indo mais longe, “Mar morto”, espetáculo inspirado no livro homônimo de Jorge Amado (1912-2001). Essas experiências aguçaram a vontade de retomar aquilo que sempre fez parte da sua trajetória, como ele conta:

—Depois é que vieram os musicais, as composições e tantas outras experiências. O show nasce agora da vontade de retomar esse lugar.

E esse lugar é dele e ninguém lasca. E, no show, Reiner vai mostrar as vertentes que moldaram seu gosto musical. E muitas delas estão associadas a artistas surgidos nos anos 1970, como Lô Borges (1952-2025) e Ney Matogrosso.

— Estou cantando MPB, músicas que escrevi e mostrando uma outra parte de mim. Será incrível dividir essa noite com o público – arremata Rainer.

E o público pode esperar um cantor despido de máscaras. E tão versátil quanto o ator.

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Eusébio Mendonça (imagens)

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