O que tinha de ser

outubro 11, 2022

Marisa Monte prestigia documentário sobre o álbum "Elis e Tom", no Festival do Rio, em noite que reuniu as famílias Jobim e Monte

Elis Regina estava prestes a completar 10 anos na então gravadora Philips (hoje Universal) quando André Midani perguntou como ela gostaria de celebrar a data. “Quero gravar com Tom Jobim”, respondeu a cantora sem pestanejar. Dias depois, Elis, o pianista e arranjador César Camargo Mariano e alguns poucos (e valiosos) músicos embarcavam para Los Angeles, nos EUA, onde Tom vivia na época. Começava ali uma série de encontros que culminaria no álbum “Elis e Tom”, lançado em 1974 e considerado uma verdadeira obra-prima da discografia musical brasileira.

Os bastidores da gravação deste disco histórico são revelados num filme. “Elis e Tom – Só tinha de ser com você”, dirigido por Roberto de Oliveira, foi lançado na noite da última segunda-feira (10), no Cine Odeon, como parte da programação do Festival do Rio.

A cantora Marisa Monte prestigiou o marido, Diogo Pires Gonçalves, um dos produtores do longa. A noite reuniu parte representativa das famílias Jobim e Monte, além de nomes da música e do cinema. Marisa não disfarçava o entusiasmo com a produção:

– O filme vai ser um sucesso porque é um documentário que revela a intimidade criativa de dois gênios da música brasileira.

Um dos fatores que levaram o diretor Roberto de Oliveira a topar a empreitada foi a possibilidade de aproximar as novas gerações dos legados dos dois artistas:

– Fizemos o filme pensando muito no público jovem que não conviveu nem com Elis nem com o Tom. É para que novos públicos e novas plateias conheçam melhor esses dois gênios da música brasileira.

Crédito das imagens: Eny Miranda

MAIS LIDAS

Posts recentes

Encontro de notáveis

Salgado Maranhão reúne grandes nomes das Letras em lançamento de coletânea no Rio de Janeiro

Veio para ficar

Flora Camolese reúne talentos da sétima arte em cineclube e mostra que quem sai aos seus não degenera