O futuro da cultura brasileira no próximo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva já movimenta os bastidores políticos e artísticos. À frente do Ministério da Cultura desde janeiro de 2023, Margareth Menezes recebeu manifestações públicas de apoio à continuidade de seu trabalho e usou as redes sociais neste sábado (07) para agradecer a cidadãos, entre eles artistas e admiradores, que defendem sua permanência no cargo.
A ministra falou sobre a missão recebida de Lula e o trabalho realizado pela equipe ao longo dos últimos anos. Desde que recebi a missão dada pelo presidente Lula de assumir o Ministério da Cultura, tenho trabalhado junto com toda a equipe com muita seriedade, respeito e escuta”, declarou. Na publicação, também deixou uma mensagem de gratidão: “Obrigada, minha gente, por tanto carinho!”
Nos últimos dias, nomes como Daniela Mercury, Caetano Veloso e Maria Bethânia se manifestaram em defesa da continuidade da ministra. A mobilização também reúne artistas como Duda Beat, Leona Cavalli e Astrid Fontenelle, que apoiaram uma publicação de Caetano sobre o assunto. A produtora Paula Lavigne, fundadora do coletivo 342 Artes, também participa da articulação em torno da permanência de Margareth.
No campo político, Lula e a primeira-dama Janja Lula da Silva deram sinais de apoio à ministra. Neste sábado (07), o grupo Olodum também encaminhou um manifesto ao presidente em defesa da continuidade de Margareth no cargo.
Ao comentar os desafios encontrados no início da gestão, Margareth lembrou o período de descontinuidade das políticas culturais no governo anterior e destacou o trabalho realizado desde então. “O setor cultural amargou anos de descaso e, desde 1º de janeiro de 2023, estamos trabalhando muito para que a cultura e a arte recebam o cuidado que lhes são devidos. A Constituição nos garante esse direito”, afirmou.
Ao final, a ministra voltou a agradecer pelas manifestações e destacou o papel da cultura no país. “O que nos une é o amor pela cultura brasileira. Vamos seguir trabalhando para fortalecer ainda mais essa que é a nossa maior riqueza!”, concluiu.
Créditos: Bruno Nunes (texto) e José de Holanda (imagem)





