Antenada ela é – e desde sempre. E deu mais uma demonstração disso no desfile apresentado na Rio Fashion Week. O cenário escolhido foi o foyer do Museu do Amanhã, na Praça Mauá, a poucos metros dos armazéns que, ao longo dos últimos cinco dias, abrigaram as apresentações do evento.
E a escolha do museu futurista não poderia ser mais assertiva. Oito dias após o fim da bem-sucedida missão espacial Artemis II, Lenny fez do local sua nave mãe e, através de suas peças, desenvolvidas em colaboração com a filha Bel, ela levou o público às alturas.
Se, na véspera, Helô Rocha deu, como você leu aqui, um toque de teatralidade à sua apresentação, Lenny transformou o local numa sala de cinema altamente imersiva. E a ambientação reiterou a proposta da apresentação, cujas peças, todas com design arrojado, marcaram os 35 anos de carreira da empresária. E, sob este aspecto, o styling de Daniel Ueda colaborou – e muito – para o resultado final.
Em tempos em que a Inteligência Artificial pode criar modelos que conquistam seguidores nas redes sociais, Lenny Niemeyer demonstrou que estamos a anos-luz da ameaça de um diretor de criação ser substituído pela IA.
Se a Rio Fashion Week veio para ficar no calendário do Rio, ainda é muito, muito cedo para dizer. Mas a semana de moda, que quebrou um hiato de 10 anos sem acontecer na cidade, fechou sua edição com chave de ouro.
E, como já dito, não poderia ser diferente em se tratando de Lenny Niemeyer.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e reproduções/ instagram (imagens)









