‘Muito emocionado’

setembro 2, 2026

João Bosco é homenageado com medalha e reverenciado por talentos da MPB em evento no Rio de Janeiro
João Bosco (com a medalha) entre Wilson Simoninha, Marcelo Castello Branco e Júlia Bosco

Ele já foi chamado pela imprensa de o Mago da Música Brasileira. Um mago é aquele capaz de operar feitos inimagináveis. Então, o epíteto vem bem a calhar em se tratando de João Bosco. O compositor, cantor e um de nossos mais respeitados violonistas é capaz de operar milagres. E ele os faz através do seu cancioneiro. E merece, por isso, todas as loas.

E recebeu uma delas na noite da última terça-feira (1º de setembro), em evento no Rio de Janeiro. O compositor foi agraciado com a Medalha UBC, concedida pela União Brasileira de Compositores a grandes nomes do segmento. A láurea foi celebrada com música, claro. E clássicos do mestre foram interpretados por talentos de diferentes escolas e gerações em show na Casa UBC, Centro da cidade.

— Muito emocionado por receber essa medalha em meu nome e em nome de todos os meus parceiros, que junto a mim vêm fazendo essa trajetória compondo, fazendo as canções – agradeceu o homenageado, que recebeu o mimo de uma trinca formada por Wilson Simoninha, diretor-presidente da UBC; Marcelo Castello Branco, diretor-executivo da entidade, e por sua empresária e filha, Júlia Bosco.

João teve parte de seu cancioneiro – muitos deles da cepa com Aldir Blanc (1946-2020)  – relido por nomes da cena musical. Clássicos como “Kid Cavaquinho” e “O ronco da cuíca”, da dupla, foram interpretadas por Pedro Luís e por Juliana Linhares, respectivamente. Já “Linha de passe”, parceria da dupla com Paulo Emílio, ganhou nova cadência na interpretação de Badi Assad, cantora, violonista e devota do homenageado.

E a cantoria seguiu com o próprio laureado, que brindou os presentes com temas como “Incompatibilidade de gênios” e “Corsário”, ambas da safra com Blanc. Na plateia, dois reverentes baluartes do samba: Zeca Pagodinho e Moacyr Luz. A noite foi encerrada com João e os demais artistas que o precederam no palco unindo vozes em “O bêbado e o equilibrista”, hino pela volta da Democracia ao Brasil imortalizado por Elis Regina (1945-1982).

E, num trocadilho com a célebre letra, as reverências foram mil: àquela noite do Brasil e àquele que, mago que é, transforma acordes musicais em pepitas de alto quilate.

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Brunini (imagens)

À mesa: João Bosco e Zeca Pagodinho
Pedro Luís
Juliana Linhares
O casal Marluci Martins e Moacyr Luz
Badi Assad: discípula

 

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