A arte pode rir de si própria — com uma boa dose de críticas. Como isso é possível? É o que Michel Melamed propõe em “O funcionário que pede para não ser identificado”, que, com texto e direção do poeta e ator, estreou na noite da última quinta-feira (30), no Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro.
A sessão contou com a presença de Letícia Colin — esposa de Michel —, além de nomes como os atores Enrique Diaz, Guida Vianna e Débora Lamm, a atriz e cantora Emanuelle Araújo e a percussionista Lan Lan. O casal José Loreto e Fernanda Marques também aplaudiu o espetáculo.
A narrativa parte de uma ideia provocadora: e se a criação artística precisasse de aprovação para existir? É nesse cenário — um fictício setor burocrático que regula obras — que a peça desenvolve temas como autoria, mercado e o esgotamento criativo em tempos de excesso.
Sem instrumentos, apostando apenas nas vozes, o espetáculo se constrói como uma comédia poética e musical à capela. Em cena, Inez Viana, Simone Mazzer, Thalma de Freitas e Yasmin Gomlevsky sustentam a narrativa com presença e precisão — algo que o diretor faz questão de destacar.
— Um elenco espetacular! Inez, Simone, Thalma e Yasmin: divinas, emocionantes, ultra-talentosas… As quatro cavaleiras do apocalipse, as quatro estações, The Fab Four… Sorte e coragem estar ao lado destas mulheres! — afirma Michel, que além do texto, também assina a composição das canções da montagem.
Crédito das imagens: Cristina Granato











