Identidade e afeto

março 18, 2026

Rodrigo França vai exibir curta aclamado na Nigéria em evento voltado ao cinema no Rio de Janeiro

O curta-metragem “O pai da rainha de Angola” vai fazer sua estreia nacional em grande estilo. Dirigido por Rodrigo França e roteirizado e protagonizado por Lucas Oranmian, o filme será exibido na próxima quarta-feira (25), abrindo o Open Air Brasil, no Jockey Club Brasileiro, Rio de Janeiro.

A estreia vai preceder a exibição de “Pequenas criaturas”. O curta teve sua estreia internacional no Africa International Film Festival (AFRIFF), realizado em Lagos, na Nigéria, no ano passado.

— É uma celebração de um amor que transcende estereótipos e alcança o coração de qualquer família. É um filme que busca desconstruir a visão hipervirilizada e muitas vezes negativa da masculinidade negra, expondo o afeto, a vulnerabilidade e a complexidade de um homem que está construindo uma relação de amor com sua filha — destaca França.

A trama acompanha Ravi, um homem negro que decide adotar Thelminha, uma menina de sete anos. No processo de construção da relação entre pai e filha, memórias e afetos vêm à tona, enquanto a criança revela uma identidade que ultrapassa o cotidiano: Zuri, a rainha de Angola. Ao abordar a paternidade solo negra, o curta se afasta de estereótipos ainda presentes no imaginário popular e propõe novas formas de representação.

— Estrear um filme com foco na diáspora diretamente na África, sendo validado pelo público em Lagos, foi um marco profundo. Mas trazê-lo para “casa”, para a maior tela do mundo no Rio, tem um gosto único. Em “O pai da rainha de Angola”, exercitamos o gesto do reencontro: conectamos o Brasil ao continente africano para criar novos imaginários de afeto — afirma Bortolini, produtor do projeto.

Crédito da imagem: Ádima Macena

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