Paolla Oliveira usou as redes sociais para falar sobre um problema que, segundo ela, já faz parte da sua rotina: a circulação de imagens e vídeos falsos criados com inteligência artificial. Em um desabafo publicado na noite do último domingo (28), a atriz refletiu sobre os impactos da tecnologia na vida das mulheres e alertou para a necessidade de questionar conteúdos que circulam na internet.
Logo no início do vídeo, Paolla revelou que frequentemente se depara com montagens que utilizam seu rosto em corpos de outras pessoas e até declarações que nunca fez.
— Tem fotos minhas na internet que eu nunca tirei, vídeos meus falando coisas que eu nunca disse, corpo circulando por aí com rosto em cima que não é o meu — afirmou a atriz.
A artista também chamou atenção para o desgaste provocado pela situação e para o fato de que nem todas as vítimas têm condições de buscar ajuda jurídica.
— Nada disso sou eu de verdade. Mas isso já virou uma rotina. Toda semana tenho que falar com advogado. Eu, que tenho condições de ter advogado, coisa que a maioria das mulheres deste país não tem — disse. — Uma menina posta uma foto de vestido. No outro dia, acorda despida pela internet, sem nunca ter tirado a roupa — alertou.
Ao longo do relato, Paolla questionou como a tecnologia pode ser usada para reforçar estruturas machistas e atingir a imagem pública das mulheres.
— A credibilidade de uma mulher ainda é medida pela imagem dela. Agora, me diz, como a gente constrói uma imagem de credibilidade num mundo onde o tempo inteiro estão criando imagens falsas da gente, sem o menor pudor? — refletiu.
Sem apontar soluções definitivas para o problema, a atriz contou que tem buscado entender melhor o assunto e acompanhar as discussões sobre os impactos da inteligência artificial.
— Estou junto com vocês, estudando, me assustando e entendendo — afirmou.
Ao encerrar o desabafo, Paolla deixou um recado para quem consome conteúdos nas redes sociais e reforçou a importância da denúncia e da verificação das informações antes do compartilhamento.
— A vergonha nunca é de quem foi exposta. Então, denuncie. A gente precisa aprender a duvidar. Viu uma imagem absurda de uma mulher? Desconfia, não compartilha, pergunta de onde veio. Cada compartilhamento nosso é uma escolha — concluiu.





