Da queima ao mar

junho 28, 2026

Conheça a escultora mineira que vem conquistando o respeito de importantes nomes ligados ao segmento

A paixão pelas artes falou mais alto. E, em 2011, Raquel Saliba virou uma chave importante na sua vida. Psicóloga por formação, ela decidiu que, a partir daquele ano, dedicaria-se exclusivamente ao ofício de escultora. O passo, que parecia ousado, acabou por leva-la a pavimentar um caminho pelo qual ela já colhe bons frutos.

E um deles está ligado à Galeria Patrícia Costa. Saliba é, a partir de agora, representada pelo espaço, fundado em 2003 por Patricia Costa e Silva, empresária devotada há 45 anos a esse segmento.

Nascida em Itaúna (MG), Saliba tem um xodó especial por técnicas milenares relacionadas à preparação da cerâmica. Duas delas são a Anagama, conhecida também como queima japonesa, e a Obvara, surgida ali pelo século XII no Leste Europeu.

— Tenho me valido também de outras experimentações. Em uma das minhas séries mais recentes, deixei o mar oxidar algumas peças, num resultado em que  as superfícies ficaram entre o reluzente e o rústico – explica a artista, que tem outro belo motivo para se orgulhar: é mãe do cineasta Thassilo Weber.

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