‘É receber flores em vida’

agosto 1, 2026

Antonio Pitanga fala sobre homenagem em mostra dedicada à sua trajetória no cinema

Ao longo de quase sete décadas de carreira, Antonio Pitanga ajudou a construir parte da história do cinema brasileiro. E essa trajetória ganhou uma homenagem à altura. O ator e diretor foi celebrado na noite da última sexta-feira (31), durante a abertura da Mostra Pitanga, no Cine Glauber Rocha, em Salvador.

— É receber flores em vida. É um revisitar dessa memória viva da década de 50 e 60 na Bahia, que causou uma revolução brasileira, não só no cinema, mas na música, nas artes plásticas, na dança e no teatro. É poder interagir, aos meus 87 anos, com a juventude e ver que essa história continua gerando novos olhares — afirmou Antonio, emocionado.

Promovida pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), a mostra reúne 29 filmes que percorrem quase 70 anos da trajetória do artista. A programação gratuita segue até 09 de agosto. A curadoria é assinada por Camila Pitanga e Thiago Ortman e a exposição já passou pelo Rio de Janeiro, como noticiado aqui.

O curador lembrou a participação do artista no Cinema Novo, ao lado de nomes como Glauber Rocha (1939–1981), Cacá Diegues (1940–2025) e Fernando Coni Campos (1933–1988), além de sua relevância como um dos primeiros diretores negros do país:

— Antonio Pitanga é um ator e um diretor totalmente intenso, vivo e transformador, que, ao longo desses 70 anos de carreira, continua construindo uma história muito bonita.

Para o homenageado, a retrospectiva também oferece a oportunidade de revisitar a história do cinema brasileiro e perceber como o trabalho de sua geração abriu caminhos para os realizadores de hoje.

— A gente chegou num patamar que me orgulha muito. Enche os olhos de alegria e o coração acelera. Hoje os jovens estão fazendo grandes filmes, tudo isso a gente plantou lá atrás, o resultado está acontecendo agora — concluiu Antonio.

Créditos: Bruno Nunes (texto) e Vanessa Aragão / divulgação (imagem)

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