O cotidiano está cheio de detalhes que passam despercebidos na correria do dia a dia. São pequenos objetos, paisagens, lembranças e encontros que, mesmo sem chamar atenção, ajudam a construir nossa relação com o mundo. Esse olhar para as coisas aparentemente banais conduz “Borda”, nova exposição individual de Mateu Velasco, que reúne 20 pinturas inéditas.
Com texto de Beatriz Coslovsky, a mostra foi aberta neste fim de semana na Galeria Movimento, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. A abertura reuniu presenças como Xico Chaves, Lulo Chaumont, Toko e Ricardo Kimaid Jr., diretor da galeria.
Nas obras, o artista parte de caminhadas, viagens e memórias para reunir elementos do cotidiano em composições que não seguem necessariamente uma representação fiel da realidade. Plantas, embalagens descartadas, palavras encontradas ao acaso e objetos esquecidos pela casa aparecem em diferentes escalas, cores e combinações.
A proposta também passa por uma reflexão sobre o tempo e a atenção em uma sociedade marcada pela velocidade e pelo excesso de estímulos. Em vez de buscar o extraordinário, Mateu encontra na pintura uma possibilidade de desacelerar e recuperar o exercício da contemplação, dando espaço a imagens e experiências que costumam ficar à margem do nosso olhar.
Créditos: Bruno Nunes (texto) e Vera Donato (imagens)








