Campeões de selfies

maio 20, 2026

Autógrafos deixados por Erasmo Carlos e Lília Cabral em teatro arrebatam público que visita o local no Rio de Janeiro

Ele ganhou de Rita Lee (1947-2023) o apelido de Gigante Gentil. Já ela prepara-se para viver a roqueira no teatro. Este não é o único ponto em comum entre Erasmo Carlos (1941-2022) e Lília Cabral. Os autógrafos deixados pelos artistas no camarim de um teatro no Rio de Janeiro são os que mais emocionam aqueles que se dispõem a conhecer os meandros do espaço.

O tal camarim é um dos pontos para quem se interessa em conhecer a fundo o Teatro Riachuelo, nome que o antigo Cine Palácio exibe na sua fachada, no Centro do Rio de Janeiro, desde 2016. E cerca de 300 pessoas já visitaram os bastidores do equipamento cultural desde que o serviço, gratuito, passou a ser oferecido há exatos 1 ano.

O Tremendão e a eterna Griselda de “Fina estampa” não estão sozinhos entre os vestígios deixados no espaço por outros astros. Os jamegões do cantor e compositor Geraldo Azevedo, do jornalista Pedro Bial e de Clayton Nascimento, ator que lota teatros país afora com o arrebatador “Macacos”, são outros que levam os fãs a fazerem selfies diante das paredes assinadas.

— Quando se tem um contato tão direto com o público, conseguimos perceber com facilidade as histórias que mais cativam, as piadas que mais funcionam e os assuntos que despertam mais curiosidade. Cada sessão é única e vai se ajustando de acordo com os interesses dos visitantes – celebra o ator e roteirista Guilherme Siman, idealizador da proposta e condutor da vista juntamente com Ana Flávia Botelho.

Outro espaço que emociona e aguça a curiosidade dos visitantes é a sala que guarda os figurinos das produções. E num sinal de que a sustentabilidade é uma das metas do teatro, muitas das peças são reaproveitadas de espetáculos anteriores, todos sob a chancela da Aventura, produtora de Aniela Jordan e Luiz André Calainho.

Nenhuma das 20 sessões realizadas tiveram vagas ociosas, pelo contrário: todas esgotaram-se. O fato de os visitantes serem amantes de teatro é apontado por Ana Flávia como determinante para o projeto ser especial a todos, plateia e realizadores:

— As pessoas que vão, na sua maioria, são fãs de teatro, de história, de arquitetura e sempre fazem comentários agregadores. Cada visita é composta por pessoas diferentes e essa diversidade cultural é, na minha opinião, o que torna cada experiência única.

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e divulgação (montagem e foto matéria)

Visitantes do Teatro Riachuelo no palco da casa: “experiência única”

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