O número de jovens que se declara sem religião hoje no país cresceu quase 42% em uma década. Tal aumento não pegou de surpresa a psicopedagoga Dejane Menezes. Ela acompanha essa escalada de perto e dedica ao tema um estudo editado agora em livro. “Alicerces da Fé” (Scortecci Editorial) foi lançado na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, cuja 28ª edição começou no fim de semana.
— Eles não perderam a fé. Perderam o fundamento – pontua a autora, especialista em neuropsicologia e pós-graduanda em neurociência.
Os jovens entre 16 e 24 anos sem religião já chegam a ¼ da população, segundo levantamento da Unifesp em parceria com a USP. E quanto maior a escolaridade, maior o afastamento. Tamanho desinteresse tem a ver, segundo especialista, com a forma como os jovens lidam com os diferentes sistemas da memória.
— Eles aprenderam o que é acreditar, mas sem argumentar o porquê. Quando encontram o primeiro contra-argumento sólido, não têm com que responder – arremata a escritora.





