Alegria, alegria

março 17, 2026

Marco Nanini é o grande homenageado em premiação criada por Fábio Porchat e que reuniu talentos do humor
Os premiados nas cinco categorias do Prêmio do Humor reunidos no palco

Tudo começou com Lúcio Mauro (1927-2019), o pai. A vontade de homenagear o saudoso ator com um prêmio levou Fábio Porchat a criar o Prêmio do Humor. E a iniciativa vai muito bem, obrigado. E chegou, na noite da última segunda-feira (16) à sua 8ª edição. A versão carioca da festa (a paulista será no início de abril) levou ao Teatro TotalEnergies, na Glória, representantes do segmento (alguns deles concorrendo a uma das cinco categorias da noite) para reverenciar outro gigante da TV e dos palcos: Marco Nanini, o grande homenageado na edição deste ano.

Antes de Nanini entrar no palco, o público – formado por comediantes de diferentes gerações, reunidos ali pelo casal de empresários e promoters Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho – acompanhou a entrega dos troféus nas apenas cinco categorias da noite, o que dá à cerimônia uma dinâmica vapt-vupt para lembrarmos Chico Anysio (1931-2012), outro gigante do gênero.

“O céu da língua”, deslumbrante solo de Gregório Duvivier, foi o grande premiado, laureado nas categorias Texto e Espetáculo que, respectivamente, abriram e fecharam a premiação. Com o artista apresentando o solo em Londres, ele foi representado por Luciana Paes (coautora do texto) e por sua mãe, a cantora Olívia Byington, e por seu irmão, João.

Débora Lamm levou a melhor na categoria Direção pelo clássico “Toda donzela tem um pai que é uma fera”; Rodrigo Fagundes teve sua Performance laureada por “O formigueiro” e a dupla Rafael Raposo e Christina Streva, do projeto Cabaré do Gláucio, foram premiados na categoria Especial.

Zezé Polessa foi chamada ao palco para entregar o troféu de Espetáculo,  encerrando os quesitos, e coube a ela aliar singeleza e seriedade. A atriz iniciou sua fala elencando palhaços que marcaram sua vida. Entre nomes como Arrelia, Carequinha, Halls Preto, o nome de Bozo arrematava a lista.

–  Terminei com Bozo porque teremos eleições este ano, e com política não se brinca – justificou a artista sob calorosos aplausos.

A noite se aproximava do grand finale e, para tanto, Porchat, apresentador da noite, convocou ao palco Marcelo Adnet e Luís Lobianco. No preâmbulo, Adnet foi o responsável por duas merecidas homenagens. Ele destacou as presenças de Claudia Rodrigues e de Castrinho, sentados quase que lado a lado na primeira fila. Os dois  levantaram-se e trocaram um afetuoso abraço sob as palmas do público.

Encerrado o momento de Adnet, coube a Lobianco fazer as honras para Nanini. Sua fala começou elencando depoimentos sobre o homenageado colhidos com colegas como Renata Sorrah e Marieta Severo (“Um amigo e um ‘marido’ maravilhosos”) e, como não poderia deixar de ser, descambou para o humor com ele lendo definição sobre Nanini pedida ao Chat GPT. Foi a deixa para Lobianco descer e pedir in loco definições a nomes como Suzy Brasil e a Éber Inácio, que não titubeou: “Nanini é um gato”.

E, chamado ao palco, Nanini recebeu devida e merecida aclamação, à altura do artista que ele é.

– Na primeira vez que contracenei com Nanini foi na “Grande família” e nossa primeira cena era uma cena séria. Ele perguntou se eu gostaria de passar o texto e disse que a cena resultaria de uma construção feita por nós, em dupla, e isso me acalmou e me marcou para sempre – lembrou Porchat.

A união faz a força. E Porchat é assertivo ao jogar luz sobre um gênero comumente deixado de escanteio em premiações voltadas ao teatro e ao cinema. Como proclamou um dos laureados: vida longa a Marco Nanini e ao Prêmio do Humor!

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Roberto Filho (imagens)

 

 

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