Óbvia é algo que Badi Assad não é. Nunca foi, aliás. Instrumentista rigorosa e de excelência, cantora sofisticada com um estilo personalíssimo, a artista pavimentou um caminho que levou-a a ser reconhecida por grandes nomes da música e também no exterior, além de ser referência às novas gerações de cantoras-instrumentistas, hoje muito mais presentes na cena musical do que naquele fim dos anos 1980, quando o nome da artista começou a ganhar vulto na cena musical.
E pouco antes de Badi ganhar o Brasil (e o mundo), ela viveu uma experiência que seria significativa. Ali em 1985, ela estava entre as milhares de pessoas que presenciaram a primeira edição do Rock in Rio. E agora, passados 41 anos, a artista vai se apresentar pela primeira vez no festival.
— Passei a vida descobrindo que a música pode mudar de forma sem perder sua essência. Acho que as pessoas também – reconhece a cantora, que sobre, neste sábado (12), ao palco Global Village com uma apresentação pensada especialmente para a ocasião.
E boas ocasiões não faltam para a artista. Badi festeja 35 anos de carreira e completa, em dezembro, seis décadas de vida. O momento é de celebração – e de transformação. Tanto que “TRANSFORMA”, assim mesmo em caixa alta, é o título pensado por ela e pelo diretor Decco Geddeon para a apresentação, calcada em parte do álbum “Badi Assad – 35 anos musicais”.
— O show é um convite para mergulhar no mundo e em nós mesmos, encarar as mazelas que nos cercam – e as nossas próprias –, além de celebrar as diferenças, a natureza das coisas e encontrar a coragem de mudar – pontua Badi, que apresenta temas de Caetano Veloso, Gonzaguinha (1945-1991) e Lenine, entre outros. — Afinal, viver é um privilégio que tantas vezes esquecemos de agradecer. E seguir aprendendo talvez seja a forma mais bonita de estar vivo – complementa.
Badi pode até ter ainda a aprender. Uma coisa é certa: ela é uma artista com muito a ensinar.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Gal Oppido (imagem)





