Feitas especialmente para o Rio, as novas esculturas do artista multidisciplinar mexicano Jose Dávila chegaram à cidade já conhecendo o terreno. A galeria, melhor dizendo. É que, antes de trazer as obras para sua primeira exposição por aqui, ele reproduziu, dentro de seu ateliê em Guadalajara, e em escala real, o espaço da Nara Roesler de Ipanema. E foi de lá que estudou, nos mínimos detalhes, como cada uma delas ocuparia o endereço carioca.
O resultado foi apresentado na última quinta (10), na abertura da exposição “Natural Forms”. E a turma das artes, claro, foi conferir de perto. Por lá passaram Vik Muniz, Raul Mourão e Marcos Chaves. O anfitrião Alexandre Roesler e Cris Laclau também prestigiaram o trabalho do mexicano.
Além de oito esculturas inéditas, a mostra traz uma pintura nunca exibida no Brasil. Mármore travertino, concreto, metal, vidro, madeira e bronze estão entre os materiais usados. Até pedras encontradas na paisagem entram nas composições. Há mais de duas décadas, Dávila explora peso, volume, equilíbrio e a relação entre diferentes elementos. Para a estreia carioca, buscou ainda inspiração no neoconcretismo brasileiro.
Com obras em coleções de alguns dos mais importantes museus do mundo, como Guggenheim, em Nova York, Centre Pompidou, em Paris, e Reina Sofía, em Madri, o artista também marca presença no acervo de Inhotim, em Minas Gerais. Depois de expor em São Paulo, em 2023, ele faz agora sua estreia na Cidade Maravilhosa. A mostra fica em cartaz até novembro.
Créditos: Érica Magni (texto) e Murillo Tinoco (fotos)









