Ali, na virada entre os anos 1970 e a década seguinte, intelectuais e artistas passaram a promover encontros nos quais experimentações artísticas eram apresentadas. Os “happenings”, como passaram a ser denominados, misturavam música e leituras (de poemas, muitas vezes) a performances teatrais e de artes visuais. E foi nesse clima que alguns nomes ligados à boemia carioca encontraram-se para celebrar a poesia de Maria Vasco.
O motivo do encontro foi o novo livro da artista: “Ufa” (7 Letras). E o local escolhido foi a Argumento, livraria em cujo entorno estão alguns dos points frequentados – e a própria livraria é um deles – por intelectuais inesquecíveis como o escritor João Ubaldo Ribeiro (1941-2014). Maria Vasco é desta patota. E seus versos foram lidos por aqueles que mantém acesa a chama das liberdades artística e comportamental num Rio de Janeiro ainda idílico apesar dos pesares.
Em razão da saúde debilitada, a autora participou de forma remota, saudando os presentes por chamada de vídeo. E os amigos não se fizeram de rogados. Por lá passaram musas de inesquecíveis Carnavais como Ligia Marina, Dora Pellegrino e Marcia Martins, viúva do eterno gênio do traço Ziraldo (1932-2024).
A parte musical ficou a cargo de Toni Costa, às da guitarra, e pelo trio comandado por Aroeira – craque das charges e também do saxofone. E uma garotada antenada e serelepe – da qual fazia parte o ator Luan Argollo – leu textos da coletânea. Tudo muito democrático como pode (e deve) ser tudo o mais na vida.
Um viva a Maria Vasco e outro ao Brasil!
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Cristina Granato (imagens)











