A Literatura e o Jornalismo brasileiros estão de luto. O poeta e jornalista Luís Turiba morreu, nesta quarta-feira (26), aos 76 anos, em Salvador (BA), onde estava vivendo. O escritor não resistiu a complicações pulmonares agravadas pelo quadro de insuficiência cardíaca. O corpo do jornalista será velado e cremado na capital baiana, onde, segundo apurado pelo site, parte de suas cinzas serão espalhadas, além de serem levadas às duas capitais onde viveu: Brasília e Rio de Janeiro.
Nascido em Pernambuco, Luiz Artur Toríbio chegou à Capital Federal em 1978, quando ingressou na Gazeta Mercantil após atuar como repórter em O Globo e na Bloch Editores. O jornalista ganharia no DF por duas vezes o Prêmio Esso, o mais importante do jornalismo, por reportagens em veículos como o Jornal de Brasília e, mais adiante, o Correio Braziliense, onde atuou por longos anos.
Como jornalista, Turiba acompanhou de perto acontecimentos que marcaram a História do país como as obras da Transamazônica, o garimpo em Serra Pelada e a transição democrática em meados dos anos 1980. No Distrito Federal, integrou, em 1985, a equipe responsável pela assessoria de imprensa do recém-criado Ministério da Cultura.
Na literatura, acompanhou o surgimento de vanguardas como a que ficaria conhecida como a Geração Mimeógrafo. Sua estreia no segmento dá-se em 1977, com “Kiprokó”. Vinte e um anos depois, ele conquistaria o Prêmio Candango pelo livro-CD “Cadê”. Turiba lançou regularmente suas coletâneas, com intervalos maiores ou menores entre elas, e teve três delas editadas pela 7 Letras: “Quetais” (2014), “Poeira cósmica” (2018) e “Desacontecientos” (2020). No primeiro ano da pandemia, fez sua obra derradeira: “Se virem terráqueos”, livro-objeto manufaturado, escrito e ilustrado por ele próprio.
Em 2024, o escritor e jornalista seria agraciado com um pedido formal de desculpas pela Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH). Luís Turiba foi casado por duas vezes, primeiramente com a jornalista Lucia Leão e, posteriormente, com a também jornalista Fernanda Lambach. Antes de trocar recentemente o Rio de Janeiro pela Bahia, viveu um relacionamento com a poeta Rose Araújo. Ele deixa cinco filhos e seis netos.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e divulgação (imagem)





