Linda Ramalho queria uma participação especial para o show que marca, nesta quinta-feira (27), sua estreia no Teatro Rival – um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro. Filha de Zé Ramalho, a artista poderia chamar algum dos medalhões que a viram crescer (e aos quais certamente refere-se como “tios”). Mas, antenada que é, quis alguém da sua geração. E o nome escolhido foi o de outra cantora de responsa: Julia Vargas.
A noite será então duplamente especial para Linda, que, na ocasião, cantará pela primeira vez com sua convidada (“Fiquei super honrada quando ela me seguiu no Instagram”). As duas farão juntas “Chão de giz” e mais dois outros temas do pai de Linda imortalizados por Amelinha: “Galope Razante” e “Frevo Mulher”.
— Quando surgiu a ideia de ter uma participação especial neste show, logo pensei na Julia, por achar que ela tem tudo a ver com o meu som — explica Linda, que apresenta releituras de temas do pai em versões acústicas e mais roqueiras.
Outro fato em comum colaborou para as duas estreitarem os laços: Júlia também vem de uma família musical. Ela é filha do cantor e compositor Evandro Terra e da maestrina Selemar Vargas.
— Depois do convite é que eu soube que a Julia também é de uma família super musical, o que só reforçou a conexão entre nós – arremata Linda que apresenta também sua versão para outro clássico setentista: “Doce Vampiro”, de Rita Lee (1947-2023) e cuja gravação chegou às plataformas em meados do mês.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Belinha Almendra (foto)





