‘Minha História é de amor’

agosto 11, 2026

Antônio Pitanga fala dos frutos colhidos por sua trajetória nas artes e abençoa o musical que tratará de sua vida
Antônio Pitanga entre Rodrigo França e Jô Santana em encontro sobre o espetáculo

Baluarte de um Brasil vital – e brilhante. A definição soa precisa, mas nunca definitiva, em se tratando de um artista como Antônio Pitanga. Um dos principais artífices do nosso Cinema Novo, Pitanga, de tão onipresente na filmografia brasileira, ajudou a escrever a História do nosso cinema. Do alto dos seus 87 anos, ele tem sua contribuição à sétima arte festejada em mostra que viaja o país e tem agora mais um motivo para se orgulhar.

Sua História será contada no teatro. “Pitanga, o musical” é idealizado por Jô Santana – responsável por espetáculos recentes sobre Martinho da Vila e Fafá de Belém –em produção cuja dramaturgia e direção terão a chancela do cineasta Rodrigo França.

— Só os meus poderiam contar a minha história como ela foi vivida. Como ela atravessou a minha vida. E com toda a potência, toda a beleza e todas as dores que me fizeram chegar até aqui – festeja Pitanga em depoimento exclusivo ao NEW MAG.

A confiança nos dois artistas é plena. E Pitanga sabe como eles conhecem sua trajetória, iniciada numa Salvador que, no início dos anos 1960, foi celeiro para artistas que vieram a revolucionar não somente o cinema como o teatro e a música no país.

— Quero ver essa trajetória contada por quem reconhece cada uma dessas marcas e é capaz de transformá-las em arte sem perder o amor. Porque, acima de tudo, a minha história é uma trajetória de amor.

Pitanga nunca foi de acomodar-se e, por isso, deitar nos louros da Glória. Mas merecidamente saboreia os frutos colhidos ao longo de uma trajetória pautada por lutas e transformações que tornaram seu ofício inclusivo a tantos artistas negros.

O veterano continua a mil, tocando seus projetos pessoais e prestigiando os colegas em seus espetáculos. E, serelepe, dá uma pista de como gostaria de se ver no palco:

— É esse negro em movimento que eu quero ver em cena.

E verá.

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e divulgação (imagens)

 

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