Região alçada a polo turístico e hoteleiro em razão de suas antigas fazendas de café, o Vale do Café será cenário para duas importantes efemérides. Uma delas é o Dia Estadual do Jongo, celebrado a cada 26 de julho. A outra é um marco que acontece este ano apenas: a chegada aos 70 anos de Mestra Fatinha, reconhecida como a grande matriarca do segmento, trazido ao país durante o período colonial pelos povos escravizados da nação bantu.
Os dois acontecimentos serão festejados num mesmo evento: o 5º Encontro de Jongos do Vale do Café. As celebrações acontecem no dia 25 deste mês e vão levar ao Parque das Ruínas de Pinheiral, no Sul fluminense, 450 lideranças quilombolas de 18 comunidades do eixo Rio-São Paulo.
— O Encontro de Jongos foi criado para dar visibilidade ao nosso circuito de comunidades tradicionais negras do Vale do Café e aos projetos sociais e culturais que realizamos durante todo o ano nos nossos territórios – pontua Fatinha, aclamada por seu Notório Saber pela Universidade Federal Fluminense (UFF).
As celebrações serão abertas às 9h30m com um cortejo afro e seguirão com debates, degustação de feijoada e apresentações de jongueiros, culminando numa roda de samba comandada pela cantora Margareth Mendes, a Negona do Axé como é conhecida.
A futura septuagenária não disfarça a alegria por ser celebrada juntamente com a manifestação cultural que tanto ajudou a perpetuar:
— Os encontros buscam melhorar a vida dos nossos moradores por meio da cultura, da economia criativa e do turismo étnico. Estou muito emocionada com esta homenagem!
E não somente a senhora, Mestra!
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Mônica Ramalho (imagens)






