Mais que um utilitário

junho 24, 2026

Personalidades prestigiam abertura de exposição no Rio de Janeiro que dá novos significados à marmita

Mais do que uma companheira do dia a dia, a marmita também pode ser arte. E Anita Schwartz prova isso. Na nova coletiva da sua galeria, um dos objetos mais comuns da rotina brasileira deixa de ser apenas um recipiente para comida e se transforma em pauta para discutir trabalho, fome, desejo e as muitas camadas da vida cotidiana.

A exposição “Marmita” foi inaugurada na última terça-feira (23), na Anita Schwartz Galeria de Arte, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Com curadoria de Ulisses Carrilho, a abertura reuniu nomes como Malu Galli e Afonso Tostes, a curadora de arte Vanda Klabin e o arquiteto e artista visual Alexandre Murucci.

O ponto de partida da mostra é a coleção de marmitas de porcelana reunida ao longo dos anos pela galerista. A partir delas, a exposição convida o público a refletir sobre como um utensílio criado pela necessidade passou a ocupar outros espaços, chegando ao design, ao colecionismo e ao circuito das artes visuais.

A coletiva reúne obras de nomes importantes da arte brasileira, como Carlos Zílio, Anna Bella Geiger, Waltercio Caldas, Lenora de Barros, Farnese de Andrade (1926-1996), Ivens Machado (1942-2015), entre outros.

Ao longo do percurso, a marmita também aparece como símbolo das transformações da sociedade brasileira. Se antes estava associada ao universo fabril e ao almoço levado de casa, hoje faz parte da cultura fitness, dos aplicativos de alimentação saudável e até do vocabulário popular, onde ganhou um significado ligado às relações não monogâmicas casuais.

Crédito das imagens: Selmy Yassuda

Malu Galli, Afonso Tostes, Anita Schwartz e Leoncio
Nuno Quinhões
Mainah de Andrade, Ligia Teixeira e Vanda Klabin
Alexandre Murucci

Posts recentes