‘Um sonho que eu tinha’

maio 5, 2026

Gravação inédita em que Gal Costa canta tema de Chico César estará em álbum póstumo da artista

Uma gravação inédita de Gal Costa (1945-2022). Mais do que isso: o registro da grande e saudosa cantora interpretando uma canção nunca antes gravada por ela. E de um dos mais importantes compositores da música brasileira surgidos nos anos 1990. Um áudio de Gal cantando “Mulher, eu sei”, de Chico César, chegará às plataformas nesta sexta (08). O single é o último dos que prenunciam o lançamento de “Gal Costa – Ao vivo no Teatro Castro Alves” (Biscoito Fino/MZA Music), álbum póstumo com o áudio de um show da artista realizado 23 anos atrás.

Lançada por Chico César no álbum que marca sua estreia fonográfica, “Aos vivos” (Velas, 1995), a canção não chegou a ser gravada por Gal, que gravara uma única canção do artista, “Quando eu fecho os olhos”, parceria com Carlos Rennó incluída no CD “Gal bossa tropical” (2002).

O single de “Mulher, eu sei” junta-se ao lançamento triplo ocorrido em abril e que trazia, como antecipado aqui, “Eu vim da Bahia”, de Gilberto Gil; “Azul”, de Djavan, e “Força estranha”, de Caetano Veloso.

O show, gravado no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), no dia 22 de maio de 2003, virá a público após minucioso trabalho de restauração realizado por Marco Mazzola, um dos mais respeitados produtores fonográficos do país. Na apresentação, realizada dentro do projeto “Vozes do Brasil”, Gal é acompanhada somente pelo violão de Luiz Meira.

— Era um sonho que eu tinha, fazer um espetáculo de voz e violão bem intimista, como se eu estivesse cantando para cada um de vocês, na casa de cada um – explica a cantora em uma das falas entremeadas às canções do show.

Caetano Veloso é o autor com mais interpretações no álbum. “Tigresa”, “Minha voz, minha vida”, “London, London” e “Coraçãozinho” estão entre os temas do baiano selecionados por Gal. “Vapor barato” (Jards Macalé/Waly Salomão), do histórico show “Fa-Tal – Gal a todo vapor” (1971), é outro tema presente no projeto.

O registro traz ainda clássicos de compositores fundamentais na formação musical da artista e interpretados por ela ao longo da sua trajetória artística. Entre os temas, “Camisa amarela” (Ary Barroso), “Chega de saudade” (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) e “Olha”, de Roberto e Erasmo Carlos (1941-2022).

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Mario Canivello (imagem)

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