A desigualdade de gênero também pode ser discutida pela perspectiva da fé. É essa reflexão que move o documentário “Raízes do Sagrado Feminino”, novo filme de Carla Camurati. No filme, a diretora investiga como textos sagrados de religiões como hinduísmo, judaísmo, cristianismo e islamismo influenciaram, ao longo dos séculos, a construção de papéis subalternos para as mulheres.
A exibição ocupou, na noite da última segunda-feira (04), três salas do Estação Net Gávea, no Rio de Janeiro, e reuniu alguns dos entrevistados no filme, como a psicanalista e erscritora Regina Navarro Lins, o médico psiquiatra e monge budista Alcio Braz e o filósofo Renato Nogueira. A coreógrafa Dalal Aschar esteve também entre os convidados da noite.
— Comecei a fazer esse filme em 2017 e, no primeiro dia em que assisti ele pronto, recebi uma mensagem do Levante das Mulheres Vivas. Naquele momento eu decidi que todo o valor referente à bilheteria das pré-estreias seria destinado a esse movimento para que o ajude a continuar realizando esse trabalho tão importante contra a escalada de feminicídios, e pelo fim da violência de gênero — contou a diretora.
Já Alcio destacou o papel educativo do documentário ao provocar uma revisão histórica sobre a relação entre masculino e feminino:
— Esse filme é importante para um processo educativo masculino e para os homens entenderem qual o seu papel nessa luta contra a violência de gênero.
Créditos: Bruno Nunes (texto) e Eny Miranda (imagens)








