Os fãs cariocas de Beto Guedes tinham uma razão a mais para contarem os dias para a aguardada estreia do novo show do artista, “Página 43”. A apresentação seria afinal o primeiro show do artista na cidade após a morte de Lô Borges (1952-2025), seu confrade de Clube da Esquina, em novembro do ano passado.
E o compositor de “O sal da Terra” e “Amor de índio”, entre outras pérolas do nosso cancioneiro, não deixou de render tributos – e logo dois – ao companheiro de geração. Guedes dedicou ao amigo dois temas do roteiro apresentado, na noite da última sexta-feira (17), a um Circo Voador abarrotado de fãs do artista.
São elas “Sonho real”, parceria de Lô com Ronaldo Bastos, e um clássico da MPB: “Canção da América”, de Milton Nascimento e Fernando Brant (1946-2015), celebrizada pelos versos “Amigo é coisa pra se guardar/ Do lado esquerdo do peito”.
— Essa foi para meu amigo Lô – declarou Beto após atacar de “Sonho real”, num dos raros momentos em que falou no show.
Ele estava ali afinal era para cantar – e o fez. Entre os clássicos revisitados por ele estavam “Lumiar”, “Feira moderna”, “Paisagem na janela”, um dos carros-chefes do LP que eternizaria o Clube da Esquina em 1972, e até mesmo “Luz e mistério”, parceria com Caetano Veloso lançada por Zizi Possi em 1979.
Crédito da imagem: Reprodução instagram





