‘Carnaval tem decibéis acima’

fevereiro 19, 2026

Alexandre Schnabl, sumidade em moda, fala da inspiração para os looks criados para baile que promete agitar o Rio de Janeiro

Não será fruto de nenhum efeito lisérgico se o folião que, ao adentrar o Baile Verão Maravilha, no Hotel Fairmont, Rio de Janeiro, achar que chegou ao Studio 54, a lendária discoteca de Nova York. Estaremos na sexta-feira (20), mas alguns dos looks vão remeter àqueles embalos de sábado à noite. E o responsável pela mágica tem nome e sobrenome: Alexandre Schnabl.

Look inspirado em Grace Jones

O jornalista e diretor criativo da Frankie e Amaury assina simplesmente 20 das criações usadas – e, por que não desfiladas – ao longo da festa. As peças vestirão modelos das agências Way e 40º escolhidos a dedo pelo criador de moda e por seu assistente, o figurinista Caio Nietzsche.

– O resultado remete ao que chamo de era disco tardia, por ter acontecido ali entre os anos de 1979 e 1981, quando as peças começam a se misturar com as que marcariam o estilo New Wave – explica Schnabl, que bebeu em fontes como o filme “Xanadu”, estrelado pela inesquecível  Olívia Newton-John (1948-2022).

E que ninguém pense que o resgate do clima disco foi moleza para

o estilista. Como no Carnaval a exuberância dá o tom, o pesquisador precisou buscar referências em uma época em que as noites eram para lá de animadas …

A diva Cher é outra inspiração

– Não é fácil trabalhar com essas referências no Carnaval. É uma época de muito brilho, mas o Carnaval tem alguns decibéis acima, então tivemos de buscar inspiração em épocas anteriores como os anos 1920, principalmente para os adereços de cabeça – revela o criador, destacando que as duas épocas conversam e muito: – O hedonismo dos anos 1970 remete àqueles anos loucos e à estética, por exemplo, das Folie Bergères (casas onde se dançava o can-can).

MAIS LIDAS

Posts recentes

Encontro de notáveis

Salgado Maranhão reúne grandes nomes das Letras em lançamento de coletânea no Rio de Janeiro

Veio para ficar

Flora Camolese reúne talentos da sétima arte em cineclube e mostra que quem sai aos seus não degenera

‘Interpretar Cássia é um desafio’

Luisa Arraes brilha no cinema e fala da parceria com Jorge Furtado, do desafio que será viver Cássia Eller e sobre impor-se como artista e mulher no audiovisual