Poderia ter sido apenas o lançamento de um livro. Não em se tratando de Rodrigo Faour. O pesquisador musical, como naquele verso de Caetano Veloso, nunca quis pouco. E, como na canção, trata-se de quantidade e intensidade. Assim, o lançamento de “A audácia dos invertidos” (Record), novo livro do escritor, virou um happening com direito a shows e entrega do troféu Clóvis Bornay aos presentes – e eles não eram poucos, não em se tratando de Faour.
O local escolhido para este grande desbum foi o Teatro Rival Petrobras, Centro do Rio de Janeiro, tão vanguardista quanto muitos dos homenageados ali reunidos, numa lista que incluía divinas divas de A a Z mesmo. De Alcione a Zezé Motta, passando por Joanna, Eliana Pittman, Divina Valéria e Eloína, entre muitas, muitas outras.
A noite marcou também o encontro no palco entre dois símbolos da transgressão no país, quando sr transgressor era um ato de ousadia e muita, muita coragem. Ney Matogrosso e Maria Alcina cantaram juntos pela primeira vez em mais de cinco décadas de carreira. E o tema escolhido foi “Eu quero botar meu bloco na rua”, clássico de Sérgio Sampaio (1947-1994), já interpretado por Alcina e que batizou turnê recente de Ney.
Os autógrafos começaram às 18h e abriram alas a uma folia que entrou pela noite – mesmo. Passava das 23h quando muitos se deram conta do pé d’água que desabava sobre a cidade. O que fazer? O jeito foi ir ficando, e assim o fizeram, danadinhos danados.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Cristina Granato (imagens)














