Elas são 1,7% da população mundial. Mas muito pouco se fala delas. Pois um documentário brasileiro joga luz sobre essa parcela da população. Pessoas intersexo têm suas histórias contadas em “Let us be” (“Me deixa ser”). A produção vai ser exibida em um dos mais importantes festivais de cinema independente do mundo. Dirigido por Viviane D’Avilla, o filme estará no Raindance Film Festival.
A exibição acontece neste sábado (20), em Londres, Inglaterra. Produzido por Mariana Marinho, da Dona Rosa Filmes, o longa foi selecionado entre mais de 4 mil inscritos. A produção acompanha personagens de três países distintos. são eles a brasileira Carolina Iara (foto acima), Aanandh, na Índia, e Hida Viloria, nos Estados Unidos.
— A escolha do filme se passar em países tão distintos foi fruto de uma reflexão no intuito de trazer a estética e os saberes de outras culturas, cores e luzes diferentes para a tela — explica Mariana, para quem a escolha de acompanhar personagens de diferentes países visa a ampliar o alcance da narrativa. Ela destaca ainda que, apesar das diferenças culturais, as experiências compartilhadas pelos personagens acabam se aproximando.
— Pessoas de três países trazem uma visão ampla do tema e se encontram nas diferenças. Produzimos um filme para o mundo e temos essa expectativa na circulação da obra — arremata.
Além dos relatos pessoais, “Let us be” também aborda discussões sobre os direitos da população intersexo, reunindo depoimentos de médicos e ativistas para debater os impactos de cirurgias realizadas durante a infância e o direito à autodeterminação corporal.
Crédito da imagem: Dona Rosa Filmes





