
A arte tem esse dom de teletransportar o espectador/leitor a paragens inimagináveis. A Studio3 Cia de Dança tem esse condão. E ele é utilizado em “Paris”, aclamado espetáculo da companhia, que, na noite da última quinta-feira (26), lotou o MASP Auditório, em São Paulo, nesta volta do coletivo de dança à sala de espetáculos de um dos mais importantes museus da América do Sul.
O espetáculo marca o reencontro artístico entre ser diretor, Jorge Takla, e o coreógrafo Ancelmo Zolla, diretor artístico da companhia. A partir das memórias de Gabrielle Chanel (1881-1971), a encenação elenca números que reavivam a Paris dos anos 1930, morada de importantes expoentes da Cultura como Isadora Duncan (1877-1927), Marlene Dietrich (1901-1992), Pablo Picasso (1881-1973) e Cole Porter (1891-1964), entre outros.
– Morei muitos anos em Paris e convivi com os trabalhos artísticos de todos esses nomes e seus ecos. Muito do que foi apresentado nesse espetáculo, descobri por meio dos olhos de Mademoiselle Chanel – reconhece Takla que dirigiu Marília Pêra (1943-2015) no papel da estilista.
Aquela cidade tão efervescente faz-se presente através das imagens de Ronaldo Zero projetadas sobre o cenário de Renata Pati. A mágica completa-se através dos figurinos de Fábio Namatame e da ambientação sonora a cargo do Dj e diretor musical Felipe Venâncio.
– Poder conhecer melhor esse universo permeado por grandes artistas em um trabalho muito delicado é, para mim, como coreógrafo criador, um presente e um privilégio – celebra Zolla destacando o reencontro com o diretor: – Sempre quis muito que o Takla viesse trabalhar conosco.
Crédito das imagens: Leandro Menezes














